Quantas blockchains existem e como funcionam? | Edilson Osório

calendar_month 28/04/2023

O Bitcoin foi o primeiro blockchain a funcionar, depois dele, vieram inúmeras variações. Antigamente, antes do Ethereum e a facilidade de criar novos tokens, os programadores faziam cópias do blockchain do Bitcoin com uma ou outra funcionalidade e as colocavam pra rodar.

Cada criptomoeda que surgia no mercado era uma criptomoeda de um novo blockchain, dedicado à ela. Muitas vezes, nem eram compatíveis entre si. A maioria dos blockchains que surgiram foram “filhos” do Bitcoin.

No ecossistema do Bitcoin, muitas coisas já estavam sendo desenvolvidas, como a tokenização, os NFTs, games, plataformas e inúmeras outras funcionalidades.

Em determinado momento, Vitalik Buterin se questionou sobre o uso dessas implementações como satélites ao blockchain: não seria possível colocar tudo isso em um mesmo blockchain?

Sim, mas para isso, seria necessário que esse blockchain fosse mais inteligente, capaz de rodar aplicações dentro da própria rede e não fora. Então, juntou todos esses conceitos e lançou o que conhecemos como Ethereum.

Dentro do Ethereum, o Ether atua como um combustível (gas) para as coisas funcionarem dentro da rede. E, uma vez que a blockchain roda aplicações, ficou muito mais fácil criar tokens, novas moedas e NFTs. Tudo isso pôde ser criado dentro da mesma rede.

A partir do lançamento do Ethereum, surgiram diversas novas blockchains, pensando em escalabilidade, maior descentralização ou não, etc. E aí que entra o ponto da segurança!

Ao pensarmos em descentralização, é importante levar em consideração a quantidade de nós ou validadores (ou mineradores) que estão cuidando da segurança da rede.

Hoje, por exemplo, uma pessoa é capaz de fazer uma cópia da Ethereum e lançar um novo “Ether”. Porém, haveria apenas uma máquina em um computador com um único validador (o próprio criador da rede). Nesse caso, seria possível mexer nas transações, desfazer alterações, etc.

Hoje em dia, é muito difícil isso acontecer na blockchain do Bitcoin ou do Ethereum, porque são dezenas de milhares de máquinas ao redor do mundo auditando e verificando todas as transações que acontecem na rede.

Agora, blockchains menores (ou moedas recém lançadas de blockchain novas) correm mais risco de sofrer algum tipo de ataque. Isso porque o consenso diz que se a maioria da rede disser que algo é verdade, aquilo passa a ser verdade para o restante da rede.

Blockchain nascentes têm uma característica de segurança inferior simplesmente pelo fato de serem muito novos. Se ganharem escala, pode ser que no futuro eles venham a ser mais seguros.

A descentralização parte desse princípio que o controle da rede é praticamente impossível, então, não existe um ponto de controle. Como são redes compartilhadas, muito abertas e de entrada de livre acesso, quanto mais pessoas participarem dela, mais segura ela fica.

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