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Real digital é o grande assunto do mercado financeiro e Gustavo Cunha (Fintrender) foi o convidado do mais novo episódio do Talkenização para explicar o que é Real Digital e como ele funciona.

Além disso, ele oferece um panorama de quais serão as futuras aplicações para o mercado financeiro e como a blockchain do Banco Central e o dinheiro tokenizado vão impactar a vida das pessoas!

O que é Real Digital?

O Real Digital é uma nova infraestrutura para o mercado financeiro. 

Quando o Banco Central implementou a estrutura do TED lá atrás, foi uma grande revolução, na época o Brasil foi um dos primeiros países do mundo que podíamos enviar dinheiro em algumas horas. 

Depois veio o Pix que também revolucionou o país, não só como meio de pagamento instantâneo, mas com outras funcionalidades que ainda vão surgir. 

Há diversos arranjos que podemos observar na evolução dos meios de pagamento. O Pix serve como método de pagamento, o Real Digital vai muito além disso!

O Real Digital é uma outra infraestrutura que não só vai funcionar como modo de pagamento, mas vai também permitir a troca de ativos, ou tokens, se quisermos denominar assim. 

É por meio de uma blockchain que será possível não só haver uma troca de valores, mas de bens também.

Neste primeiro teste que está acontecendo até 2024, vamos ter uma moeda digital circulando entre o Banco Central e os bancos e outra que será o real tokenizado.

Quais são as aplicações do Real Digital?

Antes de qualquer coisa, precisamos entender que estamos falando de um prazo relativamente longo, 2025 na melhor das hipóteses, provavelmente 2026. Hoje, ainda estamos discutindo o piloto do Real Digital.

Ao final desses anos, quando estiver pronto, conseguiremos pensar em casos de uso muito práticos. Embora, os melhores casos são aqueles que a gente ainda nem imagina.

Mas tirando isso, já conseguimos visualizar hoje uma grande mudança, por exemplo, o caso clássico de quando você está vendendo um carro: você transfere o carro primeiro ou recebe o pagamento primeiro?

É o delivery vs. payment! E você consegue fazer isso ao mesmo tempo com a ajuda de smart contracts que podem rodar na rede do Real Digital. Quando tivermos o Real Digital e o real tokenizado, isso poderá ser negociado nessa rede.

Você poderá também negociar debêntures e outros títulos!

Tem coisas disruptivas mais pra frente, tipo duas pessoas negociarem uma debênture e registrarem em ambos os bancos que utilizam, sem um agente centralizador para essa operação.

Uma coisa importante é que a infraestrutura do Real Digital está sendo desenvolvida na EVM que é compatível com a rede Ethereum.

Isso significa uma interoperabilidade rápida com a rede ethereum, ou melhor, a possibilidade de copiar o que está sendo feito em termos de código e manter a rede do Real Digital atualizada.

Assim, dá para se apropriar do que está sendo feito em DeFi nessa rede e das inovações que podem vir, por exemplo, account abstraction ou melhorias para UX e privacidade. Mas, no caso do Real Digital, tudo isso em uma rede regulada.

Enquanto brasileiros, vale a pena olharmos também para como o que o Banco Central do Brasil está fazendo é uma referência mundial, invejado por bancos centrais e reguladores de outros países!

O Brasil está à frente do mundo quando o assunto é CBDC?

Desde 2015 ou 2016 já chamamos atenção! Mas em 2018 o Facebook falou que ia fazer uma stablecoin de libra e os bancos centrais do mundo ficaram com medo de uma empresa privada já bilionária deter todo o controle. 

Então, começou uma corrida atrás desses desenvolvimentos. A partir de 2018 tem muita coisa acadêmica publicada sobre isso.

A gente via alguns bancos centrais criando algumas soluções, como Bahamas, mas são economias pequenas com menor risco para inovações pelo tamanho do universo financeiro.

Hoje já temos diversos BCs do mundo tentando entender como fazer suas CBDCs, seja via consórcio, via testes, da maneira que acham melhor.

Há uma discussão muito grande na discussão da CBDC de varejo pelo mundo, que seria a moeda digital emitida pelo BC e que chegaria direto à população, mas para isso ele precisaria fazer o KYC/P, que não é algo que o BC faz. 

Poucos países estão indo para essa direção, como aqueles que escolheram adotar esse modelo, o principal exemplo é o Banco Central europeu.

A solução do BC brasileiro, para Gustavo, é magnífica, porque ele não muda nada no esquema de arquitetura do sistema financeiro, vai substituir o sistema de reserva bancárias (que nem precisaria, porque o sistema já é bom), mas a programabilidade da moeda no real tokenizado, na stablecoin do banco possibilita muitas inovações nessa ponta.

E também porque abre para fintechs, bancos, instituições de pagamentos participarem dessas inovações. Inovações que hoje conseguimos ver alguns casos claros, mas que em alguns anos terão muito mais. 

De qualquer modo, todos os bancos centrais do mundo tem algum tipo de projeto que envolva CBDC!

Qual a diferença entre o Real Digital e o Real tokenizado?

O Real Digital é a CBDC que vai ser emitida pelo BC e negociada entre os bancos e o banco central apenas, são reservas bancárias. Mas o Real Digital também é a infraestrutura, é a rede. 

Por exemplo, temos o ethereum que é a rede e o ether que é o token, aqui os dois chamam, no momento, Real Digital.
Na ponta dos bancos, teremos o real tokenizado, o paralelo seria com as stablecoins.

De que maneiras o Real Digital pode impulsionar a economia brasileira?

De várias formas, você tira a insegurança jurídica das transações e ajuda muito a questão de delivery versus payment, como o exemplo da venda do carro. 

Antes do Pix, por exemplo, era comum dizer que você tinha que ir abraçado no comprador pro cartório e pro banco. 

Hoje com o Pix, já há uma facilidade, porque as duas coisas podem ser feitas “meio que” ao mesmo tempo, mas não é uma transação automática, que programadamente só acontece uma se a outra acontecer. Nessa rede isso será possível.

Também vai haver uma melhoria na precificação de ativos. Atualmente há debêntures, por exemplo, em que a negociação não é muito aberta, é mais difícil de ser feita, cada banco tem um preço diferente mesmo sendo a mesma debênture. 

Para além de registrar os preços, eventualmente, talvez seja possível reunir essas pessoas digitalmente para comprar e vender e o pagamento ser atrelado a ela automaticamente.

Na tokenização de títulos públicos também veremos novas soluções!

Tokenização é o grande hype do mercado financeiro, acho que vamos tokenizar tudo daqui pra frente, ou seja, fazer a representação dos ativos reais em redes blockchain.

Essa rede estará preparada para colocar um token, e se o token é de um carro, da debênture ou de um título público a diferença é pequena em termos de tecnologia. 

Por que é interessante esse piloto? Porque ele vai testar exatamente a tokenização de título público, como tesouro nacional, ou seja, vão testar todas as operações acontecendo dentro da rede: a emissão, a venda atômica, o resgate do título no vencimento… 

E uma vez que você tenha testado o título público, está testado para o carro, para a debênture, para o apartamento etc.

Tendo sucesso o piloto, essa infraestrutura pode tokenizar tudo!

Como os Smart Contracts se relacionam com o Real Digital?

Smart Contracts são a maneira de fazer algumas coisas programadas dentro da rede! Você tem algumas funções que precisam ser feitas e com esses contratos inteligentes, elas podem ser realizadas de maneira programada. 

No exemplo do carro, é o Smart Contract que vai dizer que, se transferir o carro e o dinheiro, cada um dos ativos deve ser enviado para o seu destinatário.

Usar a EVM mais uma vez é um grande ganho, porque se pode usar todas as inovações ligadas à rede Ethereum pela compatibilidade para desenvolver novas soluções.

Há perigo de privacidade quando se trata do Real Digital?

As pessoas têm medo do desconhecido, quando começa a falar CBDC, Real Digital, tokenização, a pessoa já pula da cadeira. Mas ao mesmo tempo, para Gustavo, é algo descabido hoje em dia.

Isso porque a gente utiliza a internet e são pouquíssimas pessoas que entendem como a internet funciona. “Você pluga seu wifi e vai”, nas palavras dele, porque foi feita de uma maneira que a usabilidade é tão fácil que você simplesmente usa.

Em algum momento, o Real Digital vai virar isso também.

Quantas pessoas sabem como funciona o Pix? Quais tecnologias estão lá dentro?

Quando entra na discussão do Real Digital, tem que controlar um pouco esse ânimo, é uma infraestrutura, precisamos deixar para as pessoas técnicas fazer com que ela seja bem feita.

Nas discussões em relação ao CBDC (separado do real digital), a grande preocupação de controle é sobre o dinheiro, que ele poderá cancelar o dinheiro, controlar que só se possa comprar alface e não carne, por exemplo. 

Do ponto de vista de tecnologia isso é realmente possível, mas se o governo quiser fazer algo errado, ele não precisa dessa tecnologia para fazer. Não é a tecnologia que fará, é o governo específico. 

A gente tem exemplos pelo mundo que não usam essa tecnologia e controlam de qualquer modo o dinheiro da população.

Pela perspectiva de uma tecnologia agnóstica, o CDBC é um avanço muito grande para o mundo. 

Recentemente Gustavo fez um texto questionando se o CDBC e o Real Digital são necessários ou inevitáveis, que você pode ler clicando aqui. Mas o spoiler é: são os dois!

A digitalização da moeda vai acontecer, independentemente do Brasil estar muito à frente. Vai acontecer. E ela é necessária porque ela traz muitas vantagens, muitos casos de uso, muita desintermediação e muita auditabilidade, muito mais facilmente.

Uma CDBC, um dinheiro tokenizado, gera muito valor em termos econômicos. 

Em relação ao Real Digital, eles foram muito felizes na escolha da infraestrutura porque não muda nada. 

Vai ser um depósito bancário tokenizado, ninguém vê o depósito hoje pq ele já é digital, mas ao invés de acontecer no sistema do banco, será dentro do sistema do Real Digital. 

E o piloto vai testar questões de privacidade, esse é um dos grandes focos do piloto do Real Digital!

Qual a grande vantagem do DeFi no mundo cripto? Money Legos, você vai compondo coisas com vários pedaços, e para se ter isso é necessário ter transparência total de todos os dados.

Na discussão do Real Digital, o quanto você consegue deixar tudo transparente respeitando a LGPD, é possível dar transparência suficiente para ter essa componibilidade, esse lego, dentro da rede do Real Digital?

Quem dá privacidade e as regras da sociedade brasileira é a LGPD, todo mundo tem que cumprir, e a rede do Real Digital tem que cumprir também. Mas ela consegue cumprir e permitir essa compatibilidade? É o que veremos no próximo semestre.

Quais são as expectativas a partir de agora?

A expectativa de Gustavo é que a gente tenha um piloto que termine até a metade do ano que vem (2024). Já começou muito bem com várias empresas, vários bancos e instituições de pagamentos juntas nesse projeto.

Devemos ter uma implementação não antes de 2024 ou 2025.

Vai fazer uma transformação gigante no brasil em termos de mercado financeiro. 

Um exemplo mais pro futuro, imagine ter os títulos públicos e privados tokenizados dentro dessa rede, você poderia negociar isso em algo parecido com uma Uniswap, com pools de liquidez que as pessoas colocam ali para ser negociado, com oracles de preço para qualquer um ver e poder negociar de maneira muito mais integrada. 

É uma funcionalidade gigante que vai ajudar muito o Brasil.

Serão impactos muito maiores do que o que o Pix trouxe. Mas o Pix você já consegue ver, antes se discutia, hoje todo mundo já enxerga as soluções. 

O Real Digital depois de ser colocado para rodar, vai trazer a percepção de que ele vai mudar muito mais do que o que o Pix mudou. 

A tecnologia facilita muito a nossa vida e tokenização é um assunto muito forte dentro do mercado tradicional e cripto. Real world assets (RWA) é a ideia de tokenizar ativos reais. 

Tanto mercado cripto quanto tradicional estão discutindo a tokenização. Está vindo com muita força e só vai acelerar!

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